Todos sabemos que Educação tem sido uma área bastante deficiente no país, no estado.
A falta de limites em nos nossos jovens tem produzido pessoas despreparadas para os desafios inerentes ao mundo atual.
Foi-se o tempo em que a escola pública era referência positiva, era onde se encontrava o verdadeiro ensino de qualidade. O ensino privado costumava ser a opção para quem não se adaptava às regras ou não acompanhava o ritmo das aulas.
No passado, os alunos, em formação ordeira, posicionavam-se para entoar o Hino Nacional Brasileiro, o Hino à Bandeira, à Independência, O Hino da Proclamação da República, da sua cidade…
Naqueles idos, tínhamos respeito pelos professores, que, não à toa, eram chamados de mestres. Todos que frequentaram esse modelo se lembram do nome da primeira professora, do primeiro professor, e de outros que nos marcaram a vida em diferentes momentos.
Sentíamos orgulho de usar o uniforme, participávamos de festas folclóricas, tínhamos atividades físicas, o ambiente escolar era celeiro de futuros bons cidadãos.
Costumávamos ter segurança entre os muros e também no seu entorno. As amizades que fazíamos, não raro, costumavam ser para a vida toda.
Temíamos notas baixas e principalmente a reprovação, que, sim, era uma possiblidade real. Mas, se o tropeço viesse, havia o próximo ano para recomeçar e alcançar o sucesso, que sempre era fruto de dedicação.
E aí nos perguntamos: o que aconteceu com nosso ensino público?
Todo o quadro descrito acima não parece dizer respeito ao nosso Brasil, mas diz.
Infelizmente, durante os anos do Regime Militar, surgiu a chamada “teoria da panela de pressão”. Em 1980, durante uma palestra na Escola Superior de Guerra, o general Golbery do Couto e Silva afirmou que, após um momento de pressão sistêmica, todo regime necessitava de um movimento de descompressão, algo como uma válvula de escape. No caso do Brasil, a pressão viera com a tomada do poder. Ele propôs que a “válvula” fosse a cultura, o ambiente acadêmico. E assim foi. Os militares concentraram seus esforços no combater à esquerda armada, mas negligenciaram na luta cultural, e cá estamos. O marxismo cultural dominou as ações de comunicação de massa, o discurso político, as ações sociais, os conteúdos didáticos, o mercado editorial, a predominância intelectual acadêmica, as doutrinas teológicas na Igreja, e por aí vai.
Enfim, a escola que temos hoje é fruto desse processo, fundamentada no método socioconstrutivista de ensino, tendo como patrono nacional o guru da pedagogia, Paulo Freire.
Propomos como alternativa a esse modelo a “opção” de escolas militares, inspiradas no Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB), composto por 12 unidades administradas pelo nosso Exército Brasileiro e modelo de excelência em ensino. Também é reconhecido o resultado obtido pela Polícia Militar do Amazonas, que assumiu a administração de uma escola em Manaus. O trabalho frutificou e hoje já são nove colégios, ou seja, êxito pleno.
Lutaremos para germinar essa ideia e aplicar esse know-how ao ensino público estadual. A Polícia Militar de São Paulo hoje possui colégios militares, mas a dinâmica não é exatamente a mesma observada no modelo federal. Acreditamos que a adoção da estética militar, da assunção dos nossos valores, do regime disciplinar nessas unidades possa fazer muita diferença, sem abrir mão, evidentemente, do alto nível dos docentes.
Certamente, as classes falantes (aqueles grupos, de vocação esquerdista, com poder de influência sobre a opinião pública) procurarão desqualificar nossas ações nesse campo, como têm feito irremediavelmente, a exemplo do programa “Profissão Repórter”, de Caco Barcellos. Contudo não esmoreceremos em nossos propósitos.
Não obstante essa bandeira que defendemos, lutaremos para que a escola pública em geral seja cada vez melhor. Nesse sentido, defendemos o projeto “Escola Sem Partido” (com algumas restrições a serem observadas), que busca coibir a doutrinação sistêmica realizada por professores militantes, que se esqueceram do espírito que deve mover sua ação na docência. Isso não significa trocar a doutrinação de esquerda pela de direita, de forma alguma. A pluralidade deve ser o norte em uma sala de aula, e nenhum professor deve ser censurado. O que não se admite é o aprisionamento intelectual de jovens ainda sem condições de se defender de discursos sectários. Em resumo, não existe fato histórico proibido, autor, personagem, nada. Mas o que se espera é que os alunos façam suas escolhas, construam sua visão de mundo, com liberdade, sem influência deliberada daquele que ocupa posição hierárquica, o professor.
O Brasil precisa voltar aos trilhos, voltar a crescer, tornar-se uma nação pujante. O caminho começa pela educação de qualidade. Se seguirmos o exemplo sul-coreano, talvez daqui a duas décadas comecemos a colher frutos saudáveis de uma política acertada hoje.