Memória: uma das maiores virtudes humanas
Durante a madrugada me chamou a atenção uma, das milhares de mensagens que recebo e que tento responder um a um. Entre pedidos, sugestões, agradecimentos e, graças a Deus, os desejos para que eu continue na luta, que são imensamente maiores que o número de críticas, recebi um vídeo do grupo Five Finger Death Punch, com a
música “Wrong Side of Heaven” (Lado Errado do Paraíso).
Ela pode ser vista, com comentários sobre o texto do vídeo, no link https://entretantascoisas.com/2019/03/16/musica-do-dia-wrong-side-of-heaven-five-finger-death-punch/ . Trata-se do lido com veteranos que voltam da guerra.
Sim, eu sei que hoje a conversa de todos gira em torno de vários temas como o Covid-19, de como o governador de São Paulo e vários outros atores (alguns, realmente na acepção da palavra atores, pois fingem viver o papel de se preocuparem com os demais) tentam sabotar de todas as formas o Presidente Jair Bolsonaro, a desinformação da imprensa (e de vários políticos oportunistas), da crise na saúde e economia etc.
E hoje, realmente entendo o motivo pelo qual Jair Bolsonaro não conseguiu por anos, no Congresso, aprovar nada. Era o boicote que sofria pela forças do establishment. O mesmo que sofre hoje. A conta de anos de populismo barato veio e ele teve que lidar com isso. A conta de anos de descaso com “o público” (povo, a nação e o dinheiro). Não só ele, mas todos nós estamos pagando a corrupção dos outros.
Mas, tenhamos MEMÓRIA. Uma hora essa crise do Covid-19 (o do vírus, do oportunismo, da população sendo deixada de lado por alguns políticos sedentos por poder, daqueles que foram à falência por medidas “científicas” como as de João Agripino Dória etc.) irá passar. Virão outras, talvez menores ou maiores. Mas é fato que sempre virão de uma forma ou outra. E é importante todos lembrarem do que passamos.
Explorar a miséria tem sido uma técnica em que muitos políticos se especializaram. Tanto em relação à população como para quem a serve. Como sou policial, senti na pele por três décadas a exploração de governos como o do partido que há anos governa São Paulo. Tornaram a vida dos policiais e bombeiros tão miserável, com
os piores salários do Brasil, que são obrigados a vender suas folgas na leviana DEJEM (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho) e a contar com, o mais leviano ainda, bônus.
Com os salários baixíssimos, são obrigados a vender suas folgas e a contar com a esmola estatal. Mas, e quando aposentarem ou ficarem doentes?
A miséria faz com que pensemos somente no HOJE, nas contas e na comida na mesa da família. O imediato para a sobrevivência. Mas, e os veteranos? Esquece. Na verdade muitas vezes, devido à necessidade, o próprio policial da ativa se esquece do aposentado ou que um dia irá aposentar. Mais absurdo ainda, o governo querer
empregar o policial aposentado. Aquele que por décadas levou o corpo e mente ao limite físico e da sanidade.
Alguns veteranos, pela miséria, até o desejam (e assim nunca terão “vida”, somente trabalho, sendo explorado por pouco salário). É como de forma eficaz o governo explora a miséria: o imediatismo pela necessidade. É têm sido assim por algum tempo e têm funcionado.
Já indiquei que fosse extinta a DEJEM e que o seu valor fosse distribuído de forma equitativa, incluindo veteranos. Também que fosse feito um relatório a respeito de Vitimização Policial, nos mesmos moldes do que é feito nos Estados Unidos. Não só pelo ontem, mas para olhar o futuro. O que pode ser feito para melhorar.
Ingressei com processos contra o governador. O apoio que tenho para isso? O mesmo que nosso presidente teve, na Câmara dos Deputados, quando lá estava. Praticamente nenhum. Somente poucos fazem afrontar o governo que há décadas assola SP e explora a todos.
Mas nem eu e muito menos o presidente somos camaleões que mudam de cor conforme o oportunismo. Por isso a memória é uma virtude. Não se esqueçam da crise. De quem é camaleão. Do oportunismo. E, principalmente, de quem vive e morre por nós.






