Sobre o tiroteio na igreja em Campinas
“Sou defensor histórico desde meu tempo de Congresso do controle de armas. Acho que toda e qualquer sociedade civilizada tem que ter um controle sobre armas e quanto mais armas fora do controle, mais risco à vida…”. (Raul Jungmann, Ministro da Segurança Pública, em UOL Notícias)
Pois é, ministro, temos aí dois problemas:
1- Colocar anjinhos para cuidar do inferno. Deveria estar na segurança pública quem entende do assunto, não os amigos da corte. Se o senhor acha que arma faz xixi na mão, deveria cuidar de direitos humanos, de cidadania, de outras pastas, não a da segurança pública. Daí decorre a desgraça que é o Brasil nessa questão.
2- Controlar as armas é uma piada. O Brasil só controlou armas de pessoas honestas, esqueceu-se dos bandidos. Não sei se o senhor sabe, mas o criminoso não costuma dar muita bola para as leis. Resumindo, os bandidos compram armas facilmente, os cidadãos de bem morrem desarmados, pois o Estado lhes subtraiu o direito à legítima defesa.
A grande hipocrisia que permeia a fala de autoridades desse quilate é que, embora sejam contra as armas para a população honesta, não abrem mão de seus capangas armados até a alma e de carros blindados. Tudo pago por nós, idiotas, que sustentamos esse aparato.
Vamos a algumas verdades sobre o tiroteio em questão:
– Se tivéssemos a venda criteriosa, mas justa, de armas ao cidadão, o assassino de Campinas não estaria legalmente armado, pois não era psicologicamente apto a adquirir, dado que era louco;
– As armas que foram apreendidas eram irregulares, portanto são a prova de que esse estatuto nefasto, apoiado pelo senhor, não funciona;
– Se um cidadão honesto e legalmente armado estivesse naquele recinto, poderia ter impedido a ação logo no início;
– A conduta criminosa só foi interrompida pelo uso de outras armas de fogo, não pela declamação do Estatuto do Desarmamento.
Felizmente o Brasil está mudando e autoridades de verdade assumirão o controle para consertar essa bagunça deixada.









